Presas por latrocínio e tráfico admitem que o crime tira muito mais do que dá
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sábado, 05 de maio de 2012
Redação Folhaweb 
Curitiba - Vinte noves anos de vida e um terço deles vividos dentro de uma prisão. Essa é a história de vida da detenta Ana (nome fictício), 29 anos, que cumpre pela por latrocínio na Penitenciária Feminina de Piraquara (PFP), no complexo penal localizado na Região Metropolitana de Curitiba.
Moradora de Sarandi, Norte do Estado, ela espera passar para o regime semi-aberto em junho. A jovem conta que junto com o ex-namorado e mais um amigo assaltava pedestres em sua cidade natal. Passando-se por garota de programa, ela abordava homens que eram surpreendidos pelos comparsas. Os crimes ocorreram quando ela ainda tinha 19 anos. ''A morte aconteceu quando a gente realizava o segundo assalto, uma semana após o primeiro. Na época não pensei em nada, estava com o namorado e confiava nele. Só agora, depois de tanto tempo presa, percebi que fiz a maior burrada da minha vida'', ressalta.
Ana trabalha como ajudante de faxina da penitenciária e, a cada dois dias de trabalho, diminui um dia de pena. ''Desde que cheguei 'mergulho' no serviço. Ainda sou nova mas já passei dez anos presa. Com o trabalho, além de não pensar besteira, tem o benefício da remissão da pena'', finaliza.
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