Os seis meses de administração do PT de Maringá não mudou a cara da cidade, como muitos moradores esperavam. O que o prefeito José Cláudio Pereira Neto (foto) e sua equipe tem conseguido é ‘‘colocar a casa em ordem’’ nos setores que exigem menos investimentos. Mesmo diante das dificuldades de encontrar uma prefeitura desestruturada, um parque de máquinas sucateado, servidores desmotivados e uma dívida que passa de R$ 200 milhões, José Cláudio diz que está conseguindo administrar os problemas.
O destaque, na visão do prefeito, ficou nos pequenos atos tomados em favor da população. Ele cita o caso do remanejamento dos espaços nos centros de educação infantil, as antigas creches. Apenas alterando a estrutura dos 26 centros mantidos pelo município foi possível abrir mais mil vagas para crianças de zero a seis anos. A recuperação do parque de máquinas, que também exigiu tempo e dinheiro, agora ajuda na conservação.
Ele destaca que as dificuldades não impediram a administração de retomar ou viabilizar as grandes obras. A principal é o novo aeroporto, que estava pronto mas aguardava liberação das autoridades aeronáuticas. Outra grande obra retomada foi o Viaduto da Avenida Guaiapó com a linha férrea, que estava paralisada por causa da dependência de uma desapropriação. O viaduto está quase pronto. O prefeito cita também a maternidade, pronta e equipada, aguardando apenas a contratação de pessoal.
A maternidade, entrando em funcionamento, deve solucionar 30% dos problemas da área de saúde do município, ‘‘pior setor’’, na avaliação de José Cláudio. Ele diz que a prefeitura está investindo pesado, inclusive com verbas de outros setores, mas o problema persiste. ‘‘Precisamos atualizar os valores repassados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que estão entre os mais baixos do Estado entre as cidades de mesmo porte’’, diz.
O prefeito aposta no orçamento participativo, que já reuniu mais de 10 mil moradores em reuniões para debater as prioridades de cada região. Ficou para o segundo semestre dois problemas, o fim dos parquímetros que controlam o estacionamento regulamentado e o reajuste da tarifa de ônibus. A quebra de contrato com a empresa que explora do estacionamento está decidida e acontecerá, no máximo, em 40 dias. O reajuste da tarifa do transporte coletivo já foi solicitado pela empresa concessionária, a Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), que pede um aumento de 59%. Hoje, a tarifa é de R$ 1,00.

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