Prefeitura de Xambrê fecha 30% do comércio
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segunda-feira, 06 de outubro de 1997
Vânia Moreira Umuarama 
Pelo menos 30 empresas comerciais de Xambrê (22 km a noroeste de Umuarama) estão proibidas de abrir as portas enquanto não providenciarem a documentação legal. A prefeitura mandou fechar 43 estabelecimentos, 31% do comércio local, que estavam funcionando sem alvará de licença e sem inscrição na Junta Comercial do Estado.
Até ontem, 12 comerciantes haviam dado entrada na documentação e foram autorizados a voltar a funcionar. Xambrê tem aproximadamente 8 mil habitantes e 140 empresas.
Segundo o diretor de tributação da prefeitura, Bernardo Coelho de Araújo, desde o início do ano a prefeitura vinha cobrando as empresas para se regularizarem. De acordo com Araújo, o prefeito Décio Jardim (Sem Partido) forneceu alvarás provisórios, por seis meses, com a condição de que os comerciantes fizessem a inscrição estadual.
Também deu desconto de 80% na taxa de R$ 49 cobrada para expedir o alvará. Em julho, o prefeito deu mais três meses de prazo que expirou agora sem que ninguém providenciasse os documentos. A saída foi fechar os estabelecimentos, justificou Araújo. Foram fechados 23 estabelecimentos na cidade e 20 nos distritos de Pindorama, Elisa e Casa Branca, a maioria pequenas empresas.
São bares, lanchonetes, quiosques, lojas de confecções e prestadores de serviços. A prefeitura não tem estimativa de quanto está deixando de arrecadar em impostos e taxas, com 30% do comércio atuando informalmente. Sem registro legal, as empresas não existem legalmente e não recolhem tributos.


