O mogno é uma madeira em extinção e tem um valor extremamente alto no mercado. O metro cúbico (m3) beneficiado pode chegar a ser comercializado por cerca de US$ 1,6 mil. O preço elevado e a grande procura pela madeira utilizada na construção de móveis de luxo, navios e caixões funerários leva à extração ilegal do mogno e a tentativa das exportadoras de retirar o produto do País utilizando subterfúgios ilegais.
A prática reduziu drasticamente a quantidade de mogno no Brasil. Atualmente, a madeira concentra-se no sul do Pará, se estendendo até o Acre, incluindo o norte do Mato Grosso, Rondônia e o sul do Amazonas, numa região conhecida como ''cinturão do mogno''. O chefe de operação do Departamento de Fiscalização do Ibama, Edson Cruz Júnior, salienta que cabe ao Ibama tentar inibir a ação da indústria do mogno no País, antes que se reduza ainda mais a área onde a madeira pode ser encontrada.
O Ibama não divulgou dados recentes sobre a apreensão da madeira no País. Segundo Cruz Júnior, a estimativa é que 30 mil m3 de madeira tenham sido apreendidos nos últimos dois meses. A última apreensão significativa aconteceu no final do mês passado, quando 7.165 m3 de mogno de origem ilegal foram encontrados na Terra do Meio, no Pará. O mogno ilegal apreendido foi avaliado em US$ 7 milhões. A operação teve o apoio do Greenpeace. (K.M.)

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