Preciosa antiguidade
Lisa ou maquinetada, em texturas delicadas e tons suaves: seda para vestir a casaA seda é assunto antigo; tem quase cinco mil anos. Começou a ser produzida na China pela mulher do imperador Huang Ti, no ano 2640 a.C. Foi ela quem deu início à criação de bichos-da-seda e instalou fiações e teares. Durante séculos, a aristocracia chinesa guardou para si o segredo dessa técnica. Assim, o Japão, hoje um dos grandes produtores, só pode iniciar sua indústria no século III da era cristã. Na Europa, a seda só chegou depois do ano 741, por iniciativa do imperador francês Carlos Magno.
O bicho que faz o fio de seda é, na verdade, uma borboleta, da espécie Bombix mori, de aspecto comum e vida muito curta. A fêmea põe cerca de 500 ovos que dão origem à lagarta. Seu nascimento deve ocorrer na mesma época em que brotam as primeiras folhas da amoreira que lhes servem de alimento.
As lagartas possuem um par de glândulas sericígenas, produtoras do fio de seda, que se abrem num orifício denominado fiandeira, situado no lábio inferior do inseto. Com movimentos circulares, a lagarta segrega de cada glândula, simultaneamente, um fio muito fino, medindo cerca de 1 metro de comprimento.
Os fios que a lagarta produz, durante três dias, servem-lhe para tecer o casulo, envoltório protetor da fase larval. Pronto o casulo, a lagarta - já em fase de crisálida -, é levada com seu envoltório para um compartimento cuja temperatura gira em torno de 25 graus, onde sucumbe. Apenas 5% das crisálidas são poupadas e se transformam em borboletas que irão produzir os ovos da próxima geração. No caso em que a crisálida é poupada, o fio de seda não é aproveitado, pois a borboleta, para sair do casulo, segrega um líquido que amacia e rompe o fio em vários lugares.A.R.B.





