PR investe no atendimento a alunos especiais
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sábado, 24 de agosto de 2013
Silvana Leão 
Na semana passada o governador Beto Richa sancionou lei que instituiu o programa Todos Iguais Pela Educação, que torna obrigatório que as escolas básicas da educação especial tenham os mesmos direitos e recursos que o governo destina às escolas da rede estadual de ensino. "Trouxemos as Apaes e as entidades que ofertam educação especial para dentro da rede estadual de ensino. Com isso, o Paraná se coloca na contramão do governo federal, que tem proposta de promover inclusão radical dos alunos com necessidades especiais nas escolas regulares", disse o governador.
Segundo a diretora do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional (Deein) da Secretaria Estadual de Educação (Seed), Walquíria Onete Gomes, o Paraná tem 42,6 mil alunos matriculados nas escolas de educação básica modalidade educação especial, como as Apaes. O número de alunos com deficiência no ensino regular é praticamente a metade: 22,7 mil.
A diretora afirma que a atual estrutura do Deein oferece nas escolas de ensino regular as salas de recursos multifuncionais que atendem alunos com deficiências intelectual e física neuromotora, além de transtornos globais de desenvolvimento. Também são contemplados nestes espaços estudantes com deficiência visual e aqueles com altas habilidades e superdotação. Já os Centros de Atendimento Especializado acolhem estudantes com deficiência visual e surdez.
Esta estrutura hoje ofertada não é suficiente, porém, para que todos os pais e mães sintam confiança em matricular seus filhos na rede pública de ensino regular. É o caso da relações públicas Patrícia Urizzi, de Londrina, mãe de Naiara, de 21 anos, que ao nascer aos seis meses de gestação teve paralisia cerebral por falta de oxigenação. A jovem tem quadriplegia e se locomove com cadeira de rodas. Até os 16 anos, Naiara frequentou escolas particulares de ensino regular. Na última delas ficou vários anos e sentia-se totalmente acolhida. Atualmente ela frequenta a Apae. "Não pretendo colocar minha filha em escola pública de ensino regular. Estas instituições não dão conta de cuidar nem das crianças sem deficiências, que dirá daquelas com necessidades especiais. Isto é uma utopia."


