O Porto de Paranaguá responde pela maior parte da madeira exportada pelo Brasil. Das quase 3,7 mil toneladas de madeira que saíram do País no ano passado, 27,84% passaram pelo Porto de Paranaguá. Em segundo lugar vem o Porto de Belém (PA), o mais próximo do berço das extrações de madeira (Pará e Mato Grosso), mas o menos utilizado pelos exportadores. No ano passado, o porto de Belém foi responsável por apenas 17,76% das exportações.
O diretor empresarial do Porto de Paranaguá, Lourenço Fregonese, explica que os portos paranaenses são favoritos pelas rotas marítimas estarem mais ‘‘próximas’’ da Europa, principal importadora da madeira. Para Lourenço, a fiscalização no Porto de Paranaguá é eficiente e evita que a madeira saia ilegalmente do País. Ele complementa que o controle é feito pela Secretaria de Agricultura e pelo Ibama.
Mas para o Ibama do Mato Grosso, o fato das empresas preferirem portos paranaenses pode estar ligado à fiscalização ineficiente durante o transporte da carga para o Estado, o que facilitaria a chegada da madeira contingenciada sem o certificado de origem.
As madeiras que chegam ao Estado e não conseguem ser exportadas, ficam estocadas. ‘‘É muito difícil comercializar madeira contingenciada dentro do País. O custo não compensa’’, salienta o engenheiro florestal responsável
pelo Departamento de Transferência e Comercialização do Ibama no Paraná, Raimundo Matsuo. Além disso, revela, o mercado interno não tem capacidade para absorver tanto mogno. (K.M.)

mockup