Poucos profissionais no Paraná
André Rotta Burkiewicz, presidente da Sociedade de Psquiatria do Paraná (SPP), diz que as técnicas e cirurgias citadas são autorizadas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná, desde que seguidos todos os protocolos e esgotadas todas as possibilidades de tratamento com medicação. ''Infelizmente, há casos em que, dependendo do quadro, há a necessidade de chegar a esse ponto. Digo infelizmente, porque não temos 100% de segurança em todos procedimentos'', comenta.
De acordo com o presidente, a sociedade também apóia as técnicas nas mesmas circunstâncias. ''No Paraná, contudo, ainda há poucos profissionais que trabalham com esses procedimentos que não os farmacológicos. A residência em psiquiatria no Estado é relativamente nova; muitos profissionais têm receio do que não é convencional.'' A reforma psiquiátrica, para ele, além de ter sido implantada de maneira inapropriada também contribuiu para a diminuição das pesquisas na área de neurologia.
Em uma das unidades particulares de Londrina, a clínica das Palmeiras, o tratamento se baseia em mesclar psicoterapia, fisioterapia, terapia ocupacional ao farmacológico. Luiz Paulo Garcia, um dos psiquiatras do local, diz que a indústria farmacêutica evoluiu muito nesse âmbito e os medicamentos trazem resultados muito satisfatórios na maioria dos casos. ''Até mesmo nos casos refratários, o Governo Federal subsidia o tratamento com medicamentos específicos, considerados de alto custo.''
Segundo o médico, a clínica não dispõe de tratamentos com técnicas consideradas não invasivas. ''Os casos que não respondem aos medicamentos são muito raros. Não vimos ainda a necessidade de indicar outros tratamentos, apesar de que, particularmente, eu não tenho nenhuma restrição'', diz ele, que possui uma paciente que iniciou a estimulação magnética transcraniana, mas por vontade própria. Quanto às cirurgias, ele afirma que as pesquisas são muito recentes para uma conclusão. (M.T.)





