Com o recente boom da construção civil, o crescimento econômico, os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 e a descoberta do pré-sal, diversos especialistas se apressaram em alertar que o Brasil não estava formando engenheiros em número adequado à demanda que surgiria pelos próximos anos.
Segundo um estudo elaborado pelo Observatório da Educação em Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com base em dados do Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2010 o País precisaria ter formado 20 mil engenheiros a mais dos que os pouco mais de 41 mil que concluíram a faculdade naquele ano, apesar do aumento expressivo no número de cursos de graduação e de estudantes na última década.
Esse gargalo reserva outra dificuldade: os mestrados e doutorados em Engenharias no Brasil não estão acompanhando o ritmo da graduação, nem o dos mestrados e doutorados em outras áreas de conhecimento.
Dados do Inep e do estudo da UFJF mostram que na década passada o número de estudantes matriculados em cursos de graduação nas diversas áreas da Engenharia em faculdades e universidades brasileiras cresceu 147% - passou de 199,2 mil alunos em 2001 para quase 493 mil em 2010.

Leia mais na matéria do repórter Fabio Galão

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