POR UM FIO - Leite materno: alimento milagroso
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sábado, 26 de maio de 2012
Carolina Avansini <br> Reportagem Local 
Um alimento natural, gratuito e produzido a qualquer hora do dia é um dos principais responsáveis pelo aumento da sobrevida de bebês prematuros. Trata-se do leite materno, que, na UTI neonatal do HU, é sempre a primeira opção para alimentar as crianças internadas.
Os pequeninos recebem o líquido em pequenas quantidades, por sondas, até que tenham possibilidade de mamar sozinhos por sucção. Para garantir a produção do leite apesar do estresse e da impossibilidade dos filhos sugarem, as mães são atendidas e orientadas no Banco de Leite Humano do hospital. ''Para manter a prolactina alta e continuarem produzindo leite, elas precisam fazer a ordenha a cada três horas'', explica a enfermeira Márcia Benevenuto, coordenadora do Banco.
A rotina não é fácil. Por isso, quando a mãe não consegue produzir leite suficiente, os prematuros recebem o alimento doado por outras lactantes. O produto passa por rigoroso controle de qualidade e, prioritariamente, é oferecido aos recém-nascidos atendidos na UTI neonatal. ''O leite da mãe é a melhor opção, mas, na falta dele, o leite de outras mulheres é preferível às fórmulas industrializadas'', explica.
A enfermeira acrescenta que o leite materno é constituído nutricionalmente para promover o crescimento e desenvolvimento ótimo dos bebês, oferecendo fatores de proteção que melhoram a imunidade e favorecem a recuperação dos prematuros.
Por tudo isso, os pequeninos que mamam no peito acabam ficando menos tempo na UTI neonatal, o que reduz as chances de infecções e ainda diminui a ocupação da estrutura hospitalar. ''Também têm menos chances de reinternação'', lembra.
Para mamarem sozinhos, os bebês devem ser capazes de coordenar sucção, deglutição e respiração, o que ocorre por volta de 34 a 36 semanas. ''Quem trabalha na área se espanta com a capacidade destes seres tão pequenos enfrentarem tantas dificuldades e sobreviverem. Eles são realmente guerreiros'', elogia.
COMO AJUDAR
Para contribuir com o Banco de Leite Humano (BHU), a mãe deve estar bem de saúde, ter leite excedente e não fazer uso de medicamentos que possam impedi-la de amamentar o próprio bebê. Preenchido esse perfil, a mulher nem precisa ir até o Hospital, basta ligar que um profissional vai até a casa da doadora, para dar orientações sobre a coleta, distribuir a touca, a máscara e os frascos esterilizados para o armazenamento. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (43) 3371-2390.


