Josoé de CarvalhoGabriel Baggio: para se obter qualidade, é necessário tomar cuidado com o madeiramento, que deve ser compacto, e optar pelas molas.Se há alguém que concebe o desenho, do outro lado há o que bota a mão na massa. Como é o caso do estofador Gabriel Baggio, que trabalha no ramo há 34 anos. Ele garante que um móvel feito sob encomenda é bem mais aconselhável. ‘‘Antigamente, mesmo os sofás mais simples e populares eram de melhor qualidade que os de hoje. Pra mim, qualidade é essencial’’.
Na hora de escolher um sofá, Baggio afirma que o interior do móvel é o maior problema. Uma dica do profissional: para se obter qualidade, é necessário tomar cuidado com o madeiramento, que deve ser compacto (nada de ripas); usar molas e não correias de pneu; observar a qualidade da espuma (densidade) e usar a quantidade certa.
Quanto às medidas e modelos, o estofador segue as recomendações do arquiteto ou decorador. ‘‘Fora isso, eu sigo a medida padrão que é 2,20 metros (três lugares) e 1,80 metro (dois lugares)’.
Josoé de CarvalhoNa hora de escolher não esqueça que o sofá deve ser macio e resistente
Os preços variam de acordo com os detalhes e material usado na confecção. Mas são caros, segundo Baggio. Ele conta que muito cliente hoje procura preço e não qualidade. Cuidado: o resultado pode não ser o esperado. ‘‘Eu não me privo de qualidade por causa de preços mais baixos’’.
Os tecidos mais procurados na fábrica de Gabriel Baggio são os da linha camurça e jaccar. ‘‘O couro ainda é muito requisitado, apesar do custo alto. Mas a resistência é muito maior’’, comenta.
No estofamento, Baggio só usa espuma de boa qualidade, como a soft (mais macia e resistente do que as outras). Há também a opção da pluma sintética, um material macio e aconchegante que tem sido muito usado. ‘‘A pluma tem certa qualidade, mas com o tempo perde o efeito desejado. O sofá é bom quando novo, mas com o tempo vai achatando. O ideal é misturar com flocos de espuma de qualidade’’, aconselha. (J.S.)

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