Representantes das polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal, além da Guarda Municipal, do Exército e dos cinco conselhos municipais de segurança de Foz do Iguaçu, definiram esta semana a formação de uma força-tarefa, composta pelos 891 homens disponíveis nas corporações locais, para combater a violência na cidade. A estrutura deverá contar com helicópteros e até embarcações.
A elaboração do projeto foi iniciado no 1º Encontro de Segurança de Foz do Iguaçu, realizado na terça-feira passada. Para o presidente do Conselho Municipal de Segurança, Carlos Duso, os altos índices de criminalidade registrados nos primeiros meses deste ano, expondo situações absurdas como assalto a juízes e roubo de viaturas da polícia (veja reportagem nesta página), foram inversamente proporcionais ao interesse da Secretaria da Segurança Pública. ‘‘Quando o Estado se mostra incapaz ou omisso, a comunidade deve organizar-se para prover sua segurança’’, resume Duso, destacando que o planejamento terá um custo alto ‘‘totalmente bancado pelo município’’. Durante o encontro, o prefeito Sâmis da Silva (PMDB) determinou a liberação imediata de verbas para consolidação da força-tarefa. ‘‘Vamos investir R$ 150 mil. O dinheiro será dividado em parcelas de R$ 30 mil e será creditado diretamente ao Conselho de Segurança.’’
Os idealizadores do projeto enfatizaram que, diferente das operações especiais ocorridas na cidade, a ação conjunta das corporações será permanente. ‘‘Serão grupos agindo 24 horas, sete dias por semana. Definimos até um centro de inteligência para coordenar os trabalhos’’, explica Duso.
A força-tarefa deve contar com helicópteros da Polícia Rodoviária Federal e até mesmo a lancha da Polícia Federal, usada normalmente para fiscalizar os rios fronteiriços Paraná e Iguaçu. ‘‘Recebemos nove viaturas novas que poderão auxiliar nesse projeto. Nosso barco, que estava parado para reparos, deve voltar a ativa dentro de uma semana’’, comenta o delegado-chefe, Eudes Carneiro, destacando que a ação de seus homens e o uso de equipamentos da corporação dependem de autorização federal.
O mesmo argumento foi usado pelo comandante da Polícia Rodoviária Federal, inspetor Ivan Noshang. ‘‘Podemos utilizar nosso efetivo e até realizar operações aéreas. Para isso, precisamos fazer um planejamento detalhado para que o comando disponibilize o que for necessário. Mesmo assim, estamos juntos com a comunidade neste projeto.’’ (E.D.)

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