A história do curso de Ciência da Computação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que completou 20 anos em 2011, é um exemplo concreto de como o investimento em uma nova graduação pode resultar em desenvolvimento econômico. Com currículo similar à Engenharia de Computação, o curso foi responsável por consolidar, no município, um importante polo de empresas produtoras de tecnologia da informação.
A estratégia que permitiu extrapolar o conhecimento para além das salas da universidade foi o projeto Genesis, que deu origem à Agência de Inovação Tecnológica (Aintec). ''O objetivo é incentivar os alunos a criarem suas próprias empresas, sempre baseadas em inovação tecnológica. O curso desenvolve os cérebros e os instiga a empreender'', observa o professor José Paulo Pinese, diretor do Centro de Ciências Exatas (CCE) da UEL.
Para ele, que defende a criação dos novos cursos de Engenharia na UEL, o mesmo mecanismo de incentivo ao empreendedorismo poderia ser usado para desenvolver áreas ligadas à Engenharia. ''O modelo está pronto e poderia ser utilizado em outras áreas de tecnologia.''
A Aintec é dividida em três unidades: incubadora de empresas de base tecnológica (Intuel), Escritório de Propriedade Intelectual (EPI) e Escritório de Transferência de Tecnologia (ETT).
Desde 2001, a Intuel graduou 23 empresas, a maioria delas ainda no mercado. Espera-se para 2012 a graduação de mais três empresas das quatro atualmente incubadas. No total são 20 empresas, sendo quatro na modalidade empresa incubada, 12 na modalidade pré-incubada e quatro como empresas associadas, que já estão no mercado. Há ainda oito Empresas Juniores Associadas. (C.A)

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