A favor da ampliação e conservação da liberdade de acesso a armas e o chamado direito à legítima defesa, o Instituto Defesa, uma ONG localizada em Curitiba mas de abrangência nacional, defende a aprovação do PL 3722/2012, que substitui o atual Estatuto do Desarmamento. "Hoje, quando um sujeito age em legítima defesa e atira em alguém, o delegado é obrigado a prender a pessoa que se defendeu", argumenta Lucas Silveira, presidente da instituição, que considera "subjetivos" os critérios atuais para permitir o porte de armas.
"Defendemos que, se o sujeito cumpre os requisitos, deve ter o direito de comprar e portar a arma. Todos os brasileiros devem ser tratados como iguais, questionamos a subjetividade do critério centrado na autoridade policial", diz ele, que defende que a regra atual pode inclusive favorecer a corrupção. "As pessoas criam dificuldades para vender dificuldades", acrescenta.
Para Silveira, a restrição ao acesso às armas de fogo antecipa um cenário de autocracia. "Não há provas, também, de que a implantação da restrição reduziu os crimes violentos. Nas sociedades mais armadas, os crimes violentos são menores. Em pontos específicos, as pessoas armadas defendem a sociedade", defende. (C.A.)

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