Condenada a 11 anos de prisão por tráfico e associação para o tráfico, a detenta Katia (nome fictício), 35, presa em Londrina, representa a nova geração de mulheres criminosas que praticam delitos em comum acordo com o marido. Vinda de Foz do Iguaçu, ela revendia confecções quando, na ânsia de melhorar as condições financeiras da família, decidiu traficar com o companheiro.
''Sabia que era errado e perigoso, mas o dinheiro anulava todo o meu medo. Queria ter casa bonita, carro bom e oferecer uma vida estável aos meus filhos'', afirma a mãe de quatro crianças entre 3 e 15 anos.
Presa há dois anos e meio, ela se diz convencida de que ter poucas coisas junto com a família é muito melhor que arriscar em nome da abundância e acabar sem liberdade. ''Queria dar uma vida melhor às crianças e não estou vendo elas crescerem. O dinheiro não adiantou nada'', lamenta.
Apesar de arrependida, Katia sabe que está pagando pelas próprias decisões. Ciente dos riscos impostos pela vida criminosa, ela afirma que jamais foi pressionada pelo marido a aderir ao tráfico. ''Não sou ingênua e não fui enganada. Eu poderia ter dito não a ele, mas não disse'', afirma.
Como as colegas de detenção, ela aguarda pelos dias de liberdade e espera não retornar nunca mais à cadeia. ''Quero ensinar outros valores aos meus filhos, para que eles saibam que o crime não compensa'', garante. (C.A.)

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