Após o painel entre os debatedores do EncontrosFolha, foi aberto o debate com a participação da plateia. Um dos questionamentos foi feito pelo vice-presidente do Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGPL), Fábio Cavazotti, ao engenheiro Marcelo Mafra, um dos responsáveis pela formulação do Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI) de Londrina. Cavazotti avaliou que atualmente há um ambiente propício para estabelecer um diálogo entre a sociedade civil e o governo municipal, e questionou Mafra sobre o PDI.

Segundo Marcelo Mafra, a intenção é implementar um cronograma de curto prazo, mas garantiu que a preocupação não é com velocidade, e sim com a consistência da iniciativa. "Alianças estão sendo feitas para assegurar que sejam viabilizados mecanismos que deem suporte ao modelo, para que vire lei. Estamos criando um programa em uma atmosfera positiva", garantiu.

Outra pergunta do debate foi dirigida ao diretor técnico da Agência Paraná de Desenvolvimento, Henrique Ricardo dos Santos, sobre a parceria firmada com prefeitura e instituições, chamada de Plano de Desenvolvimento de Londrina. "Estamos no estágio de refinar a metodologia com as instituições que participam e em seguida definirmos o calendário para os próximos encontros", resumiu Santos.

Ao prefeito Alexandre Kireeff foi dirigida a pergunta do empresário e leitor da FOLHA, Ludinei Picelli, sobre a carga horária dos servidores da prefeitura. "Não é possível negociar, para que nas próximas gestões o regime de trabalho seja de 40 horas semanais (oito horas por dias, e não seis, como é hoje)?", questionou Picelli. Segundo Kireeff, a jornada de trabalho foi reduzida em gestões anteriores para compensar a dificuldade em dar aumento de salário. O prefeito também lembrou que a prefeitura de Londrina tem pouco mais de 9 mil servidores, enquanto as administrações de Joinville (SC) e Maringá (Norte) têm em torno de 12 mil. " Ações de aumento de produtividade já estão sendo feitas, como a compra de 1,5 mil computadores para os setores administrativos".

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