PLANEJAMENTO URBANO - Brasil engatinha, China brilha
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de novembro de 2014
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
A diretora executiva do Centro Brasil Design, Letícia Castro, avalia que a sociedade brasileira ainda tem dificuldade em entender a importância do design na vida das pessoas e das cidades. Na visão da gestora da Oscip, o design é uma "ferramenta de solução dos problemas" também para questões de caráter coletivo, utilizando toda a tecnologia disponível e que seja economicamente viável. "A estética está apenas no topo dos objetivos desta ferramenta. Antes, o design deve promover o desenvolvimento humano, melhorar a relação do cidadão com o seu ambiente e com os outros, resultando em bem-estar", afirma.
O Centro Brasil Design é um dos três núcleos brasileiros de fomento no setor, o único com atuação nacional. Os outros, o Catarina Design, de Santa Catarina, e o Centro Pernambucano de Design (CPD), de Recife, são de atuação regional. "Nosso grande desafio é fazer um trabalho de sensibilização para envolver a sociedade e especialmente a esfera pública", conta Letícia. "Mas é um processo que ainda estamos engatinhamos, sequer temos uma política industrial que leve nossa visão de design em consideração", exemplifica. Ela lembra que a falta de investimento no setor paralisa nossa capacidade de competir internacionalmente.
Enquanto isso, um outro BRICS é cada vez mais respeitado pelos países desenvolvidos. Do outro lado do mundo o governo chinês disseminou a importância do design no setor industrial e no urbanismo, ganhando prêmios internacionais da área com frequência e conquistando o respeito dos concorrentes por sua capacidade de inovação. "Hoje a China é uma referência", afirma. (L.F.M.)


