Piscina quente garante lazer no inverno
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domingo, 30 de março de 1997
Dani Soares Especial para Casa & Cia 
Arquivo/FolhaTemperaturaPiscinas cobertas conservam mais o calor que pode ser obtido de várias maneiras proporcionando conforto aos usuáriosCom a chegada do outono e a consequente queda de temperatura, os usuários começam a deixar as piscinas, academias de natação e clubes. Uma opção para quem adora um mergulho, mesmo em dias frios, são os aquecedores de piscina cada vez mais modernos e eficientes. Este tipo de equipamento pode ser encontrato em diversas marcas e modelos para cada tamanho de piscina e de acordo com o gosto e o bolso do consumidor. Estão disponíveis no mercado as bombas de calor, os aquecedores à energia, luz solar, a gás e até à lenha.
As bombas de calor têm tecnologia moderna e grande eficiência mas apresentam os custos iniciais mais altos do setor. O sistema é simples, transforma o calor do ar em água quente através de um trocador de calor acoplado no sistema de filtragem da piscina. Um termostato mantém a água em 28 graus, temperatura utilizada em academias de natação e em competições. Uma piscina de até 80 m3 vai precisar de uma bomba média que custa em torno de R$ 4.300,00.
Arquivo FolhaEquipamentos também aquecem piscinas descobertas: exercício e lazer ao ar livre também em baixas temperaturas
De acordo com Luiz Acácio Pouzato, da Pool Lineh, as bombas de calor podem ser colocadas em todo tipo de piscina, inclusive as de fibra de vidro. Outra vantagem é o baixo consumo de energia. O custo operacional da bomba é o menor do mercado. Utiliza energia apenas para funcionar o compressor, diferente dos aquecedores elétricos , salienta.
As bombas de calor precisam de um tempo mínimo que varia entre dois e três dias para aquecer a água de toda a piscina. No verão, o quadro de comando permite que o sistema seja desligado. O equipamento tem durabilidade considerável, vem com gabinete de plástico - o que facilita a limpeza -, resistente à ferrugem e aos raios de sol. Os componentes internos são de aço inoxidável. A garantia é de cinco anos para a parte interna e 20 anos para o gabinete, acrescenta Acácio.
Segundo ele, antes de aquecer a piscina o usuário deve pensar na perda de calor a que o tanque está exposto. A piscina perde calor de várias maneiras. Pela evaporação, pelo vento e pela umidade da noite, explica. O vento chega a ser responsável por até 40% da perda de calor. As piscinas cobertas têm uma perda inferior às descobertas. E quanto maior a perda de temperatura maior tem que ser a bomba de calor. Em piscinas descobertas, o conselho é cobrir a superfície com uma capa durante a noite e nos períodos em que não é utilizada.
Ilustração do sistema de aquecimento Heliotek: auto-diagnóstico inteligente
Outra opção comum no mercado para ter a água da piscina quentinha durante os dias frios são os aquecedoras a gás. Para piscinas pequenas os mais requisitados são os de passagem, os mesmos usados para aquecimento de chuveiros, que podem consumir de 1/2 a 2 quilos de gás encanado ou em botijão por hora. Esse sistema é utilizado para piscinas menores, de 15 m3, orienta Paulo Roberto Bernardon, da Piscina e Lazer. Um aquecedor de passagem custa em média R$ 700,00.
Já as caldeiras a gás podem aquecer piscinas de grande dimensões. Com esse equipamento, pode-se controlar a temperatura da água inclusive nos dias frios considerando a perda normal de calor. O preço de um caldeira varia entre R$ 2.400,00 a R$ 3.000,00. O aquecimento a gás é seguro e eficiente. Temos exemplo de um equipamento instalado há dois anos em uma clínica de fisioterapia sem problemas, conta Roberto. As caldeiras são fabricadas em aço e dotadas com um dispositivo de segurança que impede automaticamente a passagem de gás quando há vazamento.
As caldeiras à lenha vêm sendo substituídas pelas bombas de calor e pelos aquecedores a gás. Esse tipo de aquecimento, muito usado há 20 anos, se tornou obsoleto principalmente para a sujeira causada pela fuligem no ar. As caldeiras à lenha têm uma vida útil menor, manutenção difícil e não são automáticas, enumera Acácio, da Pool Lineh.
Já os aquecedores à luz solar são pouco eficientes nos dias encobertos. Uma engenhoca fabricada no Rio Grande do Sul utiliza 2 a 3 mil metros de mangueira preta para aquecer uma piscina de 40 m3. Trata-se de um circuito em espiral que deve ser instalado no telhado que aquece a água quando ela passa pela mangueira. O sistema custa em média R$ 1.200,00. No frio rigoroso o aquecedor à luz solar não funciona, é aprovado apenas como um quebra-gelo, diz Roberto, da Piscina e Lazer.


