Piranhas exterminam as espécies menores
A frequência da piranha no Lago de Itaipu tem prejudicado pescadores profissionais. Eles reclamam que a quantidade da espécie aumentou no reservatório, o que estaria exterminado com outras espécies menores, dificultando ainda mais a sobrevivência daqueles que têm a pesca sua principal atividade econômica.
Os ataques de piranhas têm acontecido principalmente na região de Marechal Cândido Rondon (90 quilômetros a Oeste de Cascavel) e Santa Helena (113 quilômetros ao norte de Foz do Iguaçu), reclama o pescador Zildo Costa, 35 anos. Acostumado a pescar na área de Porto Mendes (distrito de Marechal Cândido Rondon) ele afirma que as piranhas têm atacado com frequência os peixes capturados em redes. As piranhas comem entre 40 e 50 peixes por semana. Só sobra a cabeça, diz Costa.
O pescador Antonio Ramos, 60 anos, da colônia de Foz, também reclama das piranhas, mas diz que em sua base de pesca a frequência da espécie não chega a ser assustadora. Ela aparece de vez em quando, resume. Os pescadores ouvidos pela Folha na região de Guaíra também disseram que a piranha não chega a ser uma ameaça para a atividade profissional.
O médico veterinário da Divisão de Ecossistemas Aquáticos da Itaipu Binacional, Domingos Rodrigues Fernandes, descarta a possibilidade de um aumento na população de piranhas no reservatório. Segundo ele, a espécie ocupa a 14ª posição no ranking dos peixes mais frequentes no reservatório. Pode ser que ocorra algum aumento eventual, mas não dectetamos isso, afirma.
Segundo ele, os pescadores que tiveram seus peixes atacados tiveram azar. Se você deixar o peixe muito tempo na rede, ele vai atrair as piranhas. Quando isso acontece, orientamos encurtar a frequência de revista da rede. O ideal é revistar a rede no meio da noite. Mas muitos pescadores revistam só na manhã seguinte, explica Fernandes. (A.P.)





