Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com o Movimento Mais Feliz, vai tentar responder questões subjetivas de bem-estar e felicidade, que os indicadores como Produto Interno Bruto (PIB) e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) não conseguem encontrar por meio dos números. O chamado Índice de Bem-Estar Brasil (Well Being Brazil - WBB, em inglês) vai tentar quantificar matematicamente e sociologicamente por meio de aspectos das finanças comportamentais dos brasileiros.
Segundo um dos organizadores da pesquisa, Wesley Mendes, docente do Departamento de Contabilidade, Finanças e Controle da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV, o objetivo é que o WBB sirva de complemento aos indicadores oficiais já existentes e não substituto. "Apesar de o Governo não ter acenado que vai aderir ao questionário de maneira oficial, as respostas serão uma fonte extra importante de informações para nortear as políticas públicas. Mas o terceiro setor e a iniciativa também podem explorar esses dados em seu favor", comenta, ressaltando que há informações desde saúde, consumo, moradia e transporte no rol da pesquisa.
Serão três fases do projeto: coleta de dados pela internet e de campo com tabulação e score de satisfação; audiências públicas em seis cidades, a princípio, para discussão do resultado da pesquisa, levantamentos específicos e pesos de cada item nas regiões; nova coleta de dados em todo Brasil. "Assim, pretendemos conseguir informações mais fiéis para que a alocação de recursos públicos de forma mais racional e que o empresariado volte o olhar para o que as pessoas realmente querem em determinado local." (M.T.)

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