Praticamente todos os municípios brasileiros (98%) enfrentam problemas de consumo e circulação do crack. A preocupante constatação foi feita por pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) no final do ano passado. A entidade também lançou o portal Observatório Nacional Sobre o Crack, com o objetivo de acompanhar o problema nas grandes e pequenas cidades, com informações sobre o consumo, os investimentos e os resultados das ações de combate à droga.

De acordo com o levantamento feito pela CNM, apenas 333 municípios do País (o equivalente a 8,4%) declararam possuir um programa municipal de combate ao crack. A maioria deles, porém, não recebe apoio financeiro de órgãos públicos. No total, foram pesquisados 4.380 municípios do país; destes, 4.114 declararam ter problemas com usuários de drogas.

No Paraná, foram pesquisados 349 municípios. Destes, 319 declararam ter circulação de drogas. Pouco mais da metade (177) informou que executa ações de enfrentamento ao crack e outras drogas.

O presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), Joaquim Melo, elogia o esforço da CNM para mapear o problema, pois, segundo ele, o País é pobre em pesquisas na área. Para Melo, as soluções só virão por meio de ações integradas e intersetoriais realizadas nas frentes da prevenção, tratamento e combate ao tráfico, com a participação das três esferas de governo.
''É importante também que a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e o Ministério da Saúde adotem uma política única e bem articulada'', ressalta.

Leia mais na reportagem de Silvana Leão

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