A mudança de turno do funcionalismo em repartições estaduais provocou o fechamento do restaurante que funcionava no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em Londrina, e o remanejamento de todos os 14 funcionários para outras áreas. O restaurante servia pelo menos 500 refeições todos os dias. Mas, com a retomada dos dois turnos (manhã e tarde) em março, a direção do Instituto está pretendendo terceirizar o serviço.
Segundo o diretor-administrativo e financeiro do Iapar José Roberto Punhagui, os funcionários que almoçavam no restaurante estão fazendo suas refeições em casa. Eles saem às 12 horas para o almoço e retornam às 13h30. Usam o ônibus do Instituto para se deslocarem. Punhagui garante que o custo do transporte é ‘‘bem menor’’ do que o custo de funcionamento do restaurante.
Ele esclarece também que, por se tratar de um centro de pesquisa agronômica, o expediente em turno único (das 12h30 às 18h30) não pode ser implementado no Iapar e foi apenas testado em fevereiro. ‘‘Nos laboratórios, existem trabalhos de pesquisa que começam de manhã e têm que ser encerrados à tarde’’, explica. O Instituto preparou um dossiê junto aos pesquisadores e levou a situação à Secretária de Administração, que voltou atrás e reviu o horário de funcionamento. O horário atual é das 8 horas às 11h30 e das 13h30 às 17h30.
O Iapar também chegou a dispensar 50 guardas mirins por ocasião da mudança para o turno único. Com a retomada dos dois turnos, apenas 25 foram chamados de volta e estão acumulando o atendimento em mais de uma seção. ‘‘Nos preocupamos com o lado social dos guardas mirins, pois eles têm que estar estudando e com boas notas’’, afirma Punhagui.
Os cortes atingem, basicamente, o uso do telefone, energia elétrica e diminuição das viagens a trabalho. ‘‘São tentativas para tentar manter as pesquisas em andamento’’, precisa o diretor. Se houve ou não corte de gastos capazes de gerar economia de recursos, o diretor alega que ainda não foi possível uma quantificação.

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