O presidente da Ong SOS Vida Animal, Milton Pavan, concorda que o problema da falta de cemitérios de animais é grave, mas lembra que a região tem outras prioridades no momento, como um local para destinar a grande quantidade de cães abandonados nas ruas. ''Há muitos que são atropelados, sofrem maus tratos e precisam de cuidados. Prestar este tipo de atendimento é o mínimo que o município pode oferecer. Até porque há hoje um alto índice de contaminação por cinomose, que só vem aumentando'', alerta.
Para Pavan, é urgente a necessidade de criação de unidades de saúde animal e de um programa de castração, com política pública bem definida. ''Não há mais como fugir destas questões, que são emergenciais. Temos que começar a pensar nas soluções agora para que elas sejam possíveis no futuro.''
Por questões ambientais, o presidente da Ong acha que a instalação de um crematório seria mais interessante que um cemitério, que provoca a contaminação do solo pelos resíduos gerados. ''Claro que a ideia de cremar ainda é vista com resistência por alguns proprietários, mas é uma solução. É o que pretendo fazer com os meus cachorros'', revela Pavan. (S.L.)

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