"Já tive um conhecido que se envolveu num acidente grave por dormir dirigindo", comenta Jocie da Luz
"Já tive um conhecido que se envolveu num acidente grave por dormir dirigindo", comenta Jocie da Luz



Estacionar, jogar uma água no rosto e tomar um café. Essa é a estratégia adotada pelo caminhoneiro Jocie da Luz, na estrada há oito anos, para combater o sono e evitar acidentes. "Já tive um conhecido que se envolveu num acidente grave por dormir dirigindo. Ele ficou inválido", conta. Luz e o caminhoneiro Guilherme Soares moram no Rio Grande do Sul e estão há 40 dias fora de casa. A rotina desgastante faz parte da profissão.

Soares admite que o sono ao volante já o fez invadir a pista contrária. "Depois disso, parei para dormir. Quando dá, a gente para, mas às vezes não dá para parar. Tem horário para cumprir", argumenta. Para ele, o período mais difícil da jornada é por volta das 5h da manhã. "Depois de tocar o caminhão a noite toda, esse é o pior horário. Quando começa a clarear o dia, o sono bate com força."

José Alves do Nascimento garante que também encosta o caminhão quando o sono aperta
José Alves do Nascimento garante que também encosta o caminhão quando o sono aperta



O colega de profissão Mauro Ferreira redobra a atenção nesse período do dia. "É a hora mais difícil mesmo, mas sempre que dá sono a gente tem que dar um jeito de encostar. Não adianta ficar teimando. Teimar é arriscar demais na estrada", avalia. Quando precisava seguir com os fretes durante a madrugada, Ferreira trocava o jantar por um lanche. "Aí pesa menos no estômago", explica.

José Alves do Nascimento é caminhoneiro há 40 anos garante que também encosta o caminhão quando o sono aperta. "Já fiz muito frete para o Nordeste. A viagem demorava uns 15, 18 dias, ida e volta. Sempre preferi descansar, nunca fui direto", comenta. "Antes de acontecer algum acidente, é melhor parar."

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