Pausa para o café garante a segurança
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sábado, 10 de novembro de 2018
Viviani Costa <br> Reportagem Local 

Estacionar, jogar uma água no rosto e tomar um café. Essa é a estratégia adotada pelo caminhoneiro Jocie da Luz, na estrada há oito anos, para combater o sono e evitar acidentes. "Já tive um conhecido que se envolveu num acidente grave por dormir dirigindo. Ele ficou inválido", conta. Luz e o caminhoneiro Guilherme Soares moram no Rio Grande do Sul e estão há 40 dias fora de casa. A rotina desgastante faz parte da profissão.
Soares admite que o sono ao volante já o fez invadir a pista contrária. "Depois disso, parei para dormir. Quando dá, a gente para, mas às vezes não dá para parar. Tem horário para cumprir", argumenta. Para ele, o período mais difícil da jornada é por volta das 5h da manhã. "Depois de tocar o caminhão a noite toda, esse é o pior horário. Quando começa a clarear o dia, o sono bate com força."

O colega de profissão Mauro Ferreira redobra a atenção nesse período do dia. "É a hora mais difícil mesmo, mas sempre que dá sono a gente tem que dar um jeito de encostar. Não adianta ficar teimando. Teimar é arriscar demais na estrada", avalia. Quando precisava seguir com os fretes durante a madrugada, Ferreira trocava o jantar por um lanche. "Aí pesa menos no estômago", explica.
José Alves do Nascimento é caminhoneiro há 40 anos garante que também encosta o caminhão quando o sono aperta. "Já fiz muito frete para o Nordeste. A viagem demorava uns 15, 18 dias, ida e volta. Sempre preferi descansar, nunca fui direto", comenta. "Antes de acontecer algum acidente, é melhor parar."


