Se depender da bancada paranaense, o projeto de lei que propõe uma nova política de saneamento básico no País não vai ser aprovado. Segundo a Folha apurou em conversa com alguns deputados federais, o consenso entre eles é que o texto fere a autonomia dos municípios.
Na opinião do deputado Gustavo Fruet (PMDB), o tema é tão complexo que não pode ser avaliado por posições partidárias. Mas ele afirma que, do jeito que o projeto está, não votaria nele, e defende a gestão intermunicipal. ‘‘De outro modo seria afirmar que os municípios não têm competência para tratar de seus interesses’’, observa. Para Fruet, não há como criar uma política única para regiões que possuem características totalmente diferentes.
‘‘Como comecei a minha vida como municipalista, não há como concordar com esse projeto’’, diz Luiz Carlos Hauly, presidente do PSDB estadual e vice-líder do governo na Câmara. Para convencer outros deputados a votarem contra a lei, ele criou a Frente Parlamentar Pró-Saneamento Municipal. Segundo Hauly, já há mais de 100 adesões ao grupo.
A bancada petista do Paraná vai votar contra o texto, garante o deputado Florisvaldo Fier, o Doutor Rosinha. Rubens Bueno, presidente nacional do PPS, também se declarou contrário ao projeto. ‘‘Ele coloca o saneamento como um grande negócio, mas as políticas públicas de serviços não podem ser tratadas com essa intenção.’’ (R.F.)

mockup