Pesquisa divulgada pela Fundação Dom Cabral, em novembro de 2011, revelou que a maioria dos acidentes registrados em 25 mil quilômetros de estradas brasileiras - entre os anos de 2005 e 2009 - está ligada a comportamentos de risco como excesso de velocidade, imprudência, manobras perigosas e falta de experiência.Todos os trechos apresentam características urbanas. Os dados foram coletados junto à Polícia Rodoviária Federal, Confederação Nacional do Transporte (CNT) e concessionárias de rodovias.
A pesquisa indicou que, em 2005, os dez trechos com maior número de acidentes eram das regiões Sul e Sudeste. Aquele que registrou a maior média de acidentes com feridos e mortos foi a BR-476 (entre o km 101 e km 150), no Paraná. A cada mil veículos que trafegaram diariamente no trecho, resultaram numa média de 116,39 acidentes com feridos naquele ano. Na BR-101, no Rio de Janeiro, a mesma média foi de 5,06. Ou seja, o Paraná registrou uma mediana 20 vezes maior que o último colocado do ranking. Já em 2009, o Estado registrou 86,15, permanecendo no topo.
O Paraná também liderou a média de acidentes com mortos. Para um volume de mil veículos que trafegaram diariamente, foi apurada uma média de 4,34 mortos no ano. O último colocado no ranking registrou média de 0,40 mortos; a média brasileira foi de 1,11. Em 2009, o Estado ficou em segundo lugar, com uma média de 5,21 mortos no ano. Entre os principais tipos de acidentes de trânsito, a pesquisa apontou as colisões, atropelamentos e abalroamentos.
Uma abordagem qualitativa mostrou que nas estradas em melhores condições os acidentes sãos menos graves, não resultando em vítimas graves. A pesquisa constatou que a ocorrência de vítimas fatais em acidentes foi 32,99% maior pistas ruins em relação àquelas em boas condições. Pistas em péssimas condições, a média de acidentes com mortos é 81% maior do que em trechos com ótimas condições.

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