No Paraná, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) está implementado a Rede de Atenção à Saúde Mental que, conforme Juliano Gevaerd, coordenador do departamento de condições crônicas da secretaria, vai apoiar os municípios na ampliação de serviços de referência ao público infanto-juvenil e na articulação entre os serviços já existentes.
O atendimento nesta área é descentralizado para os municípios e, em todo o Estado, existem apenas 11 Centros de Atenção Psicossocial Infantis (Caps 1). "Quando o município tem apenas o CAPS 1 ou 2, este deve atender também crianças e adolescentes nas questões de transtornos mentais e transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas", diz.
Com relação aos leitos para atendimento de crianças e adolescentes, a Sesa oferece 162 vagas em hospitais especializados em saúde mental para pacientes entre 12 e 18 anos, incluindo aqueles que necessitam ser internados por dependência de álcool e outras drogas. Nos hospitais gerais da secretaria, são 17 vagas no Hospital Universitário do Oeste, em Cascavel, e outras quatro no Hospital Infantil de Campo Largo. A regulação das vagas é feita pelo Centro Psiquiátrico Metropolitano (CPM), por médicos psiquiatras, utilizando um sistema informatizado.
Segundo Gevaerd, a secretaria tem empenhado esforços junto aos municípios e hospitais acima de 25 leitos para implantação de leitos de saúde mental em hospital geral. "O cuidado hospitalar, quando necessário, torna-se muito mais efetivo quando pode ser realizado mais próximo da residência do usuário, além de ser imprescindível o trabalho em rede, onde cada ponto de atenção tem o seu papel."(C.A.)

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