Paraná produz 18,4% dos grãos do País
O Estado obtém 18,4% da fatia da produção de grãos no País e ocupa a terceira posição entre os estados que mais exportam produtos agropecuários. Os produtores paranaenses, no entanto, estão, consciente ou inconscientemente, errando na metodologia de produção, principalmente em relação à conservação de solo e manejo em geral. A piora na qualidade do Plantio Direto, que já foi mencionada em reportagem publicada pela FOLHA, está deixando a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) preocupada.
O potencial produtivo do Paraná foi um dos temas abordados pelo chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, Francisco Simioni, durante o EncontrosFolha. O especialista reforçou a importância do Estado como produtor agrícola e destacou algumas deficiências no processo produtivo e algumas preocupações da entidade.
Quanto ao manejo, um dos motivos de preocupação se deve ao baixo índice de palha no solo, o que favorece a degradação da área e a erosão, comprometendo, além de tudo, a produtividade devido à perda da camada mais rica do solo. Para resolver este e outros problemas que ocorrem no setor produtivo, Simioni destacou o programa Plante o Seu Futuro, que visa estabelecer ações permanentes de divulgação e capacitação de boas práticas agrícolas no campo, com as tecnologias já disponíveis para profissionais e produtores rurais.
Paraná
O Paraná possui 7 milhões de hectares de lavouras, 5,4 milhões de hectares em pastagens, 4,7 milhões de hectares de vegetação nativa e 1,7 milhão de hectares de florestas plantadas. No ano passado, de acordo com o Deral, o Valor Bruto de Produção (VBP) da agropecuária paranaense foi de R$ 70,6 bilhões. A soja foi a que mais contribuiu para o resultado, representando 15% do total.
Em termos de produção, o Paraná é o segundo maior produtor de soja do País, ficando somente atrás do Mato Grosso. Só na safra 2015/16, o Deral estima uma produção de 17,98 milhões de toneladas da oleaginosa. A estimativa de produção de milho verão é de 3,84 milhões de toneladas, volume 18% inferior em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram produzidos 4,66 milhões de toneladas. A queda na projeção se deve à redução de 18% na área plantada. Neste ano, o Deral estima que sejam semeados 443,1 mil hectares, ante 542,31 mil hectares plantados no ciclo 2014/15. (Ricardo Maia/Reportagem Local)





