Milton DóriaOs estofados estão entre os principais móveis de um casa, por isso é preciso que sejam agradáveis aos olhos e ao corpoPeças fundamentais dentro de casa, os móveis estofados são úteis e indispensáveis. Seja um sofá, uma poltrona ou uma chaise longue. Uma sala bem decorada não merece um estofado qualquer. O conforto aliado à qualidade e beleza são essenciais para tornar um móvel agradável aos olhos e ao corpo. Na hora de escolher um estofado para sua casa, fique de olho em certas dicas: a Folha Casa & Cia consultou arquitetos e estofadores para saber o que levar em conta para escolher o móvel certo.
Considerado o mais tradicionais dos estofados, o sofá concentra todo o conforto de uma sala de estar ou de TV. Por isso, deve ser bem escolhido. A sala deve ter personalidade, bom gosto e estilo, sem deixar de ser aconchegante. Para complementar, escolha cores e modelos de acordo com seu gosto.
O arquiteto Álvaro Cortes acredita que ‘‘estar sentado é uma posição dinâmica do corpo, por isso a pessoa deve se sentir à vontade’’. A partir deste conceito, ele enumera dicas para escolher bem um sofá. Para Cortes, o mercado hoje oferece bons estofados e desenhos e de bom material. ‘‘É totalmente possível comprar um bom sofá pronto. Hoje é como experimentar roupa. Feito sob medida’’. Se preferir mandar fazer, é a mesma coisa. ‘‘Antes de vestir (encapar) o estofado, o cliente deve experimentá-lo’’. Este é o primeiro passo para o cliente não entrar numa fria.
Já o arquiteto Marco Aurélio Piacenti acha que o ideal hoje é mandar fazer um móvel sob encomenda. Assim, sai ao gosto do cliente e com a qualidade que ele deseja. A escolha por um móvel pronto ou feito sob medida é apenas o primeiro passo.
Álvaro Cortes afirma que o cliente deve levar em conta a profundidade do assento livre do encosto (para ele, 65 centímetros, ou mais, no caso de sofás para sala de TV). ‘‘Hoje existem duas linhas de estofados: uma tem a característica de desenho limpo e rebaixado (43 cm de assento e 76/77 cm de encosto) - é uma linha mais contemporânea, com volume visual menor e base aberta’’, diz. A outra, segundo Cortes, tem estofados com padrão mais alto (assento de até 60 cm e encosto de até 90 cm), podendo ser uma linha clássica ou contemporânea, mas com base fechada. Esta última apresenta um visual mais robusto, mais pesado.
‘‘A poltrona não deve prender. Como já disse, estar sentado é uma posição dinâmica do corpo. O apoio às costas (não pode ser muito alto) e ao braço são importantes. Dificilmente a pessoa fica horas numa mesma posição’’, avalia Cortes. O tipo de estrutura é outro ponto importante na escolha do sofá. O estofado deve ser todo de espuma (seja com pluma sintética ou soft) e, para saber se o material é de boa qualidade, basta apertar a espuma e ver se ela volta rapidamente à posição inicial. O móvel deve ter estrutura e encosto com molas, jamais correias de pneu. O tecido deve ser agradável aos olhos e principalmente ao tato. Optar pela fibras naturais como algodão e seda ou couro. Nunca usar tecidos sintéticos, como rayon e poliester.
Quanto à estamparia, Álvaro Cortes acredita que há uma padronagem espetacular no mercado. Em todo caso, ele aconselha procurar o básico e neutro. ‘‘As almofadas complementares, sim, podem ser vestidas com ousadia. Assim, pode ganham roupagem nova com o tempo’’.
Composição ‘‘O arquiteto ou decorador tem que verificar o ângulo certo do encosto, o tamanho do assento - que varia de acordo com a média de estatura - e a altura, que é variável’’, lembra Marco Aurélio Piacenti. Na sua lista de recomendações, ele aponta que o cliente deve sempre trabalhar com tecidos finos. ‘‘Nunca economizar na compra do tecido. O resultado pode ser pior que a conta’’. E mais: evitar usar estampados, eles cansam rápido demais. Uma sugestão de Piacenti para uma sala de estar é um sofá em jaccar com almofadas soltas de seda. Ele também aconselha a não carregar na cor. O arquiteto aconselha a não usar detalhes em madeira no sofá. ‘‘Não combina’’, diz.
Na composição do ambiente, Marco Aurélio avisa que sofás grandes requerem ambientes grandes. ‘‘Não adianta botar um elefante branco na sala de estar’’, avisa. Uma sala grande pede pelo menos cinco ou seis lugares, podendo ser um sofá de três e duas poltronas (aliás, as poltronas devem ser usadas só se tiver espaço). Já para uma sala pequena, o ideal são dois sofás de dois lugares, podendo ter o apoio de uma cadeira diferente.
‘‘Uma sala de TV requer conforto, com assentos para um maior número de pessoas’’, observa Piacenti. Já uma sala de estar também não dispensa o conforto, mas pode ser planejada para um número menor de pessoas.

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