"Caiu muito a qualidade das rodovias pedagiadas no Paraná", afirma o assessor técnico e econômico da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo. Por motivos profissionais, ele conta que viaja muito pelo interior do Paraná, e conhece bem o anel de integração. "Há poucos dias, eu fiz uma dessas viagens. Fiquei impressionado pela péssima qualidade do leito das rodovias (pedagiadas). Antes não era assim", afirma. Hanke conta que viu "lombadas e desníveis" na pista.
Para ele, "parece pouco" que somente um quarto dos trechos concedidos tenha sido mal avaliado. "A situação das estradas não está nada boa. Até dois anos atrás, a qualidade do pavimento era muito superior", declara. Questionado sobre o que teria causado a piora nas rodovias pedagiadas, ele diz: "esta é uma boa pergunta". Mas, arrisca um palpite. "Acho que passaram a usar asfalto de qualidade inferior. Afinal de contas as concessionárias estão sempre fazendo obras na pista", afirma.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Paraná (Setcepar), Gilberto Cantú, as concessionárias fazem apenas o "básico". "Fazem o recape, roçam, sinalizam", ressalta. Segundo ele, é um "absurdo" haver 25% de rodovias com nota "regular". "Pelo preço que a gente paga, tinham de oferecer uma estrada do nível das de São Paulo", declara. (N.B.)

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