O Brasil ocupa atualmente o quarto lugar no ranking da produção de revestimentos cerâmicos, com 340 milhões de metros quadrados por ano (dado de 1996), e é o terceiro maior exportador, vendendo em torno de 20% para o mercado externo. O desempenho do produto na economia brasileira é tímido, quando comparado ao da Itália, onde 50% do volume produzido é exportado.
Segundo Sandra Regina da Silva, a qualidade do produto brasileiro nada deixa a desejar em relação ao revestimento fabricado em outros países. A cerâmica brasileira não obtém preço e aceitação maior no exterior em função do design.
‘‘Não existe um design brasileiro. Os fabricantes se limitam a copiar o que é criado lá fora, seguindo tendências da Itália e Espanha, países que mais se destacam no setor’’, diz a estudante. Foi o que constatou um relatório de competitividade elaborado através de um convênio entre a Universidade de Campinas (Unicamp), Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O Brasil tem potencial para o desenvolvimento do setor. O País pode se beneficiar da qualidade que já destaca o produto, bastando investir no desenvolvimento do design. A indústria de revestimento cerâmico também tem a seu favor o fato do Brasil ocupar o oitavo lugar no consumo de cerâmica.

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