Pai e professor assumem funções que Estado esquece
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domingo, 04 de fevereiro de 2001
De Curitiba 
Diante da ineficiência do Estado, Associações de Pais e Mestres (APMs) estão assumindo a tarefa de cuidar de escolas públicas do Paraná. Isso acontece porque as verbas oficiais não têm sido suficientes para fazer investimentos e melhorias na rede de ensino, afirma o presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, o deputado Irineu Colombo (PT).
O superintendente da Secretaria de Educação, Gerson Satio Ida, contesta e garante que os gastos do governo estadual no sistema são equivalentes aos da iniciativa privada. O governo aplica anualmente cerca de R$ 900,00 por aluno da rede estadual. Nas escolas particulares, no entanto, a mensalidade de um aluno no ensino médio beira R$ 200,00 o que soma R$ 2 mil anuais, nos dez meses do ano letivo. Mas as escolas particulares têm um percentual de lucro e de outros investimentos, como laboratórios, justifica Ida.
O secretário de imprensa da APP-Sindicato, Miguel Angel Baez, discorda dessa avaliação. Segundo ele, alguns laboratórios estão sendo construídos pela arrecadação da APMs. São os casos das escolas estaduais Júlia Wanderley e Leôncio Correia, em Curitiba. Ambas tiveram ampliação de estrutura e compra de equipamentos para laboratórios custeadas pelos pais.
Na escola do Jardim Apucarana, em Almirante Tamadaré (Região Metropolitana de Curitiba), os pais construíram uma biblioteca. Em um grande mutirão, eles acabaram levantando uma sala de quase 12 metros quadrados. Agora, o imóvel está ameaçado. O Decom (órgão do Estado que cuida das edificações públicas) comunicou extra-oficialmente a direção que a sala pode demolida se não for regularizada. (I.R.)


