Valdecir Pieretto é um dos pais que contou com a ajuda da religiosa para adotar uma criança. A menina que nasceu em março deste ano foi batizada com o nome de Camila e recebeu o sobrenome da mãe biológica. Desde o terceiro dia de vida, Camila está vivendo com Valdecir e sua mulher, Ana Neusa, em Itaúba (MT).
Valdecir sabe que a adoção de Camila foi feita ilegalmente. Mas se defende dizendo que ficou três anos na fila do Juizado da Infância e Juventude, esperando por uma ‘‘chance legal’’. Como nunca chegava a sua vez, optou pela ilegalidade porque acredita que estando com a criança sob sua responsabilidade, a Justiça acabará agindo mais rápido e regularizando a situação.
O casal já têm uma filha adotiva. É Ana Vanessa, de 9 anos. Quando Ana tinha 2 anos teve leucemia e até hoje está sendo tratada. ‘‘Já demos provas de que adotamos por amor. Se não fosse assim, poderíamos ter abandonado Ana quando ela ficou doente. Mas cuidamos dela com todo o amor e carinho e é isso que pretendemos fazer com Camila’’, diz Valdecir.
O pai adotivo confirma que não comprou a criança. ‘‘A única coisa que pagamos foi a realização de uma ultrassonografia, porque queríamos saber o sexo do bebê e as suas condições de saúde, e a compra de uma mamadeira e fraldas’’.
Ele confirma que encontrou a mãe que queria doar o bebê através de irmã Anilse, mas alega que não foi a religiosa quem lhe entregou a criança. ‘‘A mãe biológica entregou a Camila para um outro casal, de quem a recebemos’’. Porém, ele confirma que a entrega do bebê foi feita dentro do Albergue Noturno, que é a casa de irmã Anilse em Guarapuava. (D.A.)

mockup