Há quatro meses em internação domiciliar, Neide Pinto, de 50 anos, é uma das pacientes que recebe acompanhamento da equipe de cuidados paliativos do Hospital do Câncer de Londrina (HCL). Originalmente de Barretos (SP), chegou à cidade muito debilitada e desnutrida, após emagrecer 20 quilos, quadro que piorou com uma sessão de quimioterapia para tentar conter um tumor no intestino. Felizmente, depois de uma temporada no hospital, se recupera bem na casa da irmã, onde já voltou a caminhar e comer de tudo.
  Agora, ao lado dos dois filhos (de 12 e 14 anos) que vieram ficar com ela, diz estar mais tranquila e aceitando melhor a situação. ‘‘Ficar em casa ao lado da família é muito melhor do que no hospital. Toda semana a equipe vem me visitar e dá toda a assistência que preciso, desde acompanhamento médico até o emocional. Eles também dão apoio e orientação às crianças e à minha irmã. Qualquer emergência, posso ligar que eles vêm. É um carinho muito grande da equipe’’, relata.
  Tratamento humano que Neide considera essencial para sua recuperação. ‘‘Eles sempre foram muito honestos e atenciosos comigo. Minha cabeça está melhor: estou mais consciente de tudo e, principalmente, mais segura, pois sempre me esclarecem de todo o processo. Às vezes é difícil ouvir algumas coisas, mas o acompanhamento está sendo fundamental para que eu me concentre na família e na minha melhora. Estamos ainda mais unidos.’’ (M.T.)

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