A pedido de outros moradores do condomínio onde reside, o comerciante Ari Santana Leal se candidatou para ser síndico de um complexo de 204 casas onde moram aproximadamente 800 pessoas. A princípio, ele foi escolhido por ser um bom administrador. A capacidade de ouvir queixas, vontades e necessidades de outras pessoas, porém, é o que tem ajudado a conduzir em harmonia a administração.
"Os conflitos do condomínio sempre ocorrem por pequenos motivos", diz. Barulho, presença de animais e traquinagem de crianças são as principais causas das reclamações. Bom negociador, Leal parte do princípio que o condomínio é para todos e, por isso, ouve pacientemente as demandas. "Tento sempre ouvir os dois lados e nunca tomo partido, mesmo quando uma das partes está em desacordo com as normas", conta ele, que sempre busca oferecer uma alternativa que atenda, pelo menos em parte, a todos os envolvidos. "Com paciência, quase sempre é possível chegar a um consenso", acredita.
Por acreditar na negociação pacífica como o melhor caminho para resolver conflitos, o síndico raramente ameaça os condôminos com multas ou advertências. "Muitas vezes, as pessoas apenas querem ser escutadas", diz. Por essas características, ele garante que é sempre solicitado pelos vizinhos. "Já cheguei a demorar três horas para chegar da portaria à minha casa, de tanto que as pessoas me param no caminho para conversar. Síndico é um pouco psicólogo, precisa ter boa vontade para ouvir e entender." (C.A.)

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