Apesar de trazer realização para a maioria das mulheres, a maternidade não tem lugar de prestígio na sociedade, não gera influência na organização social e, muitas vezes, impede a concretização de outros projetos femininos. A opinião da doutora em sociologia Silvana Mariano, professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina (UEL) - para quem a maternidade é uma responsabilidade social - evidencia a triste realidade das duplas e triplas jornadas enfrentadas pelas mães trabalhadoras.

Uma das consequências deste fenômeno é a abreviação da licença-maternidade por um número cada vez maior de mulheres. O problema ganhou visibilidade nos últimos dias com o caso de Marissa Mayer, uma das executivas mais bem pagas do mundo, que assumiu o inusitado compromisso com seu novo contratante, o Yahoo!, de voltar a trabalhar duas semanas após o parto. Aos 37 anos, Marissa está grávida de seis meses e deixou o emprego de 13 anos no Google para assumir o cargo de presidente executiva da empresa concorrente, para ganhar US$ 1 milhão por ano.

Se por um lado a executiva foi admirada por outras profissionais - até porque não é todo dia que uma mulher consegue ser contratada durante a gravidez -, por outro levantou uma importante discussão: até onde as mulheres devem sacrificar o papel de mães para manterem-se competitivas no mercado de trabalho?

Leia a matéria completa de Silvana Leão e Carolina Avansini, somente para assinantes da Folha.

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