O presidente do Grupo Folha de Comunicação, José Nicolás Mejía, destacou que o EncontrosFolha deixou de ser um projeto para ocupar um lugar importante na agenda de desenvolvimento do interior do Estado. "Observamos uma significativa evolução dos debates e ações desde a primeira edição do evento, em junho do ano passado", afirmou.
A escolha do tema da 5ª edição foi pautada pelo fato de o agronegócio ser um dos setores com mais importância econômica no Brasil e no Paraná. "O objetivo é analisar toda a cadeia produtiva, identificando riscos e necessidades", disse.
Mejía recordou algumas discussões dos debates anteriores. A primeira edição, que abordou o tema "Desafios do Brasil para 2015 - Novo Cenário para Londrina e Região", destacou a necessidade de iniciativas para o crescimento econômico da região. Ele lembrou que, a partir do evento, a Prefeitura lançou o programa "Londrina para Frente", entre outras ações que buscam atrair novas empresas para a cidade. O tema do segundo encontro, em setembro do ano passado, foi "Infraestrutura e Logística: Vencendo os Gargalos do Norte do Paraná". Entre os resultados, Mejía apontou a mobilização pela duplicação de rodovias, como a PR-445, até Mauá da Serra, e da BR-369, até Ourinhos. "Além disso, discutiu-se a necessidade de reduzir a carga tributária na região para compensar a distância até o Porto de Paranaguá."
Em março deste ano, a 3ª edição discutiu "Qualificação de mão de obra como fator de desenvolvimento regional". Os participantes reforçaram a necessidade de investir nos cursos de engenharia, no ensino fundamental e na educação integral. "No debate, foi reforçada a necessidade das empresas fazerem sua parte, investindo na gestão de competências". Em junho, foi a vez de "A indústria de TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação) como diferencial competitivo do interior do Paraná", quando destacou-se a vocação de Londrina para se transformar um polo nesta área.

Alma de produtor

Em sua participação no EncontrosFolha, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) afirmou que o cenário atual, de câmbio elevado, lembra o da safra 2004/05, quando ele era presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP). Ele disse esperar que não aconteça a mesma situação de os produtores comprarem os insumos com o dólar alto e venderem a soja, no próximo ano, com o valor da moeda norte-americana bem mais baixo.
Apesar de afastado do agronegócio, Kireff não perdeu a "alma de produtor" e defendeu a verticalização da produção, a agregação de valor e a interação da produção brasileira aos mercados internacionais. "Isso fará toda a diferença para nosso desenvolvimento", disse.

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