Os desafios da educação inclusiva
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sábado, 24 de agosto de 2013
Redação FolhaWeb 
De um lado, pais e educadores que há muito travam verdadeira luta para que seus filhos e alunos com necessidades especiais tenham as mínimas condições de atendimento clínico e pedagógico, por isso defendem a continuidade, nos atuais moldes, de instituições como as Associações de Pais e Amigos de Excepcionais (Apaes). De outro lado, estão estudiosos dos sistemas educacionais baseados na inclusão adotados em vários países desenvolvidos, que não têm dúvidas sobre as vantagens de manter o maior número possível de crianças especiais em escolas do ensino regular.
Na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, a FOLHA mostra os diferentes posicionamentos que alimentam o debate sobre os rumos que devem ser tomados na educação desta parcela da população. Em breve deve ser votado no Senado Federal a Meta 4 do Plano Nacional de Educação (PNE) do decênio 2011-2020, que trata do assunto. Na Câmara dos Deputados, o texto aprovado mantém o trabalho das escolas especiais como é feito hoje. Ao ser remetido ao Senado, porém, recebeu mudanças por sugestão do senador José Pimentel (PT/CE) e foi "simplificado", gerando um grande movimento por parte das instituições filantrópicas que trabalham com educação especial, por temerem sua extinção.
Originalmente, o texto da Meta 4 fala em universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, preferencialmente na rede regular de ensino, garantindo o atendimento educacional, nas formas complementar e suplementar, em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados. O texto sugerido por Pimentel restringe-se a determinar a universalização do atendimento destes estudantes na rede regular de ensino.
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