A organização dos agricultores resultou num entrosamento do trabalho das polícias Civil, Militar e Rodoviária. Hoje, a Patrulha Rural, um destacamento sediado no distrito Dr. Oliveira Castro, próximo ao Lago de Itaipu, constituída por quatro soldados, garante a paz das famílias rurais.

Munidos de um sistema de rádio através de uma central de comunicação e 150 aparelhos PX nas propriedades, doados aos contribuintes do Conseg, os policiais entram em contato todos os dias com os agricultores para saber se há movimento de veículos ou de pessoas suspeitas nas estradas rurais ou imediações das propriedades. Quando ocorre uma situação atípica, os sitiantes entram em contato por rádio ou telefone com a central que envia uma viatura para o local indicado.

O capitão Welyngton Alves da Rosa, que comanda a 3 Companhia do 14º Batalhão Policial Militar em Marechal Cândido Rondon, conta que a população rural vivia amedrontada, pois os marginais tinham armamento pesado e a forma como agiam impedia que o socorro chegasse a tempo nas fazendas assaltadas.
''Eram quadrilhas especializadas em assaltos a fazendas, constituídas por foragidos de cadeias, bandidos que conheciam muito bem a região e também os hábitos dos agricultores. Agiam aqui e se refugiavam no Paraguai'', diz.

Segundo o capitão, membros das famílias assaltadas eram amarrados, conduzidos junto com parte do bando e os bens pilhados, acompanhando a quadrilha até a barranca do rio. (D.R.B.)

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