Organização foi fundada em Taubaté
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de junho de 2001
De Curitiba 
Foi na Casa de Custódia de Reabilitação Penitenciária (CRP), em Taubaté (SP), que em 1993 nasceu o Primeiro Comando da Capital (PCC). Seus fundadores são: Mizael Aparecido da Silva, Júlio Cesar Guedes de Moraes (o Julinho), Cesar Augusto Roris da Silva (o Cesinha), José Márcio Felício (o Geleião ou Geléia), José Eduardo Moura da Silva (o Bandejão), José Evanilson de Melo da Silva (o Trinta e Sete), Idemir Carlos Ambrósio (o Sombra), Wilton José da Silva, Alexandre dos Santos Cardoso e Robson Teodoro.
Desde então, o grupo começou a se espalhar pelo sistema penitenciário paulista, provocando rebeliões. Na Casa de Detenção de Sorocaba, Geléia comandou um motim em 28 de dezembro de 1997. Ele fez reféns parentes de presos. A revolta acabou três dias depois com um detento e um visitante mortos. Depois dessa rebelião, o governo transferiu as lideranças do PCC para o Paraná.
Estimativas do governo paulista, apontam que só no Complexo Penitenciário do Carandiru, o partido dispõe de cerca de 350 batizados detentos que obedecem ao estatuto do PCC. Em um relatório da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o PCC é comparado ao Comando Vermelho e à Falange Vermelha, do Rio. Os integrantes tem força para controlar o sistema penintenciário, de onde conseguem armas, planejam roubos e resgates de presos, controlam o tráfico, patrocinam mortes, financiam fugas e promovem rebeliões.
O Partido ensina seus integrantes a manejar armas das Forças Armadas. Os membros do PCC também recebem lições de como atacar um carro-forte, resgatar presos e assaltar banco e avião pagador. (I.R.)


