Opção é liberar só sob vigilância
Foi depois de muita insistência dos filhos Victor, 7, e Luiz Henrique, 11, que a contadora Dayane Zanone decidiu autorizar, há dois anos, a entrada dos meninos no Facebook. Como ela mesma é usuária da rede, utilizada principalmente para se comunicar com familiares de outros estados, relata que não viu problemas em autorizar a abertura das contas. "Tentei evitar, mas todos amigos tinham e eles queriam, principalmente, ter acesso a jogos e aplicativos do Facebook", conta.
Para minimizar os riscos inerentes ao mundo virtual, Dayane estabeleceu regras rígidas para utilização da rede. Além de impor horário e limite de tempo para a navegação, ela tem todas as senhas das crianças e monitora de perto as atividades e conversas pelo Facebook. Outro cuidado é permitir o acesso apenas pelo computador pessoal da mãe. "Nunca aconteceu nenhum problema, mas questiono sempre que considero alguma postagem ou 'curtida' inadequada", revela.
LADO "LEGAL"
Além disso, as orientações sobre uso consciente da internet são diárias. "Oriento a não divulgarem informações sobre rotinas, nome da escola, telefone...Eles já entenderam os riscos", acredita ela, que vê um lado positivo no uso das redes pelas crianças. "Eles passaram a ter um contato mais frequente com os primos de longe. Este é um lado legal da internet", considera.
Luiz ganhou um celular quando completou 11 anos e passou a usar também whatsapp. O dispositivo, porém, não impede a vigilância materna. "Tenho a senha e monitoro todas as atividades. Considero que eles são muito novos para este tipo de privacidade", diz. (C.A.)





