ONG faz cirurgia em vários países
O cirurgião plástico Renato Freitas é um dos oito médicos brasileiros que fazem parte da Operation Smile, ONG criada pela Universidade de Norfolk, Virgínia (EUA), com o objetivo de tratar pessoas com fissura lábio-palatial. Segundo Freitas, a cada duas semanas uma equipe de 60 profissionais que integram a organização está em algum lugar do mundo fazendo cirurgias gratuitas entre a população.
O cirurgião conta que já participou de missões da Operation Smile em vários estados brasileiros e esteve, recentemente, em Qindau, na China, onde 250 crianças foram operadas, num período de cinco dias. É uma cidade com 7 milhões de habitantes e nenhum cirurgião plástico.
Segundo Freitas, os profissionais que trabalham para a ONG são voluntários, só têm custeadas a passagem e hospedagem. Ele afirma que, para cada missão, são necessários cerca de US$ 100 mil. A maior parte desse dinheiro, segundo ele, vem de doações da multinacional MacDonalds e de empresários famosos como o ex-piloto de fórmula 1, Emerson Fittipaldi.
Na maioria dos países visitados pela Operation Smile, as cirurgias são realizadas nos hospitais das próprias cidades. Mas, em lugares como o Quênia, que não tem local apropriado, a ONG envia um avião, totalmente equipado.
Além das cirurgias, a Operation Smile mantém um programa de treinamento de médicos (Team Lider), visando capacitar os profissionais para que estes repassem seus conhecimentos no seu país de origem. Renato Freitas irá este mês para Virgínia, onde participará do treinamento. Ainda segundo ele, no Paraná, apenas quatro médicos (todos de Curitiba) fazem a cirurgia de junção das fissuras congênitas de lábio e céu-da-boca.(A.L.)





