Obras para voltar à rotina
De acordo com coordenador adjunto da Defesa Civil de Londrina, Demerval Anderson do Carmo, as obras realizadas após os episódios de alagamentos em 2011 e 2012, quando a barragem do Lago Igapó transbordou, colaboraram para que a cidade não mergulhasse em um desastre maior com as chuvas da semana passada. Segundo ele, estão previstas mais melhorias, mas que ainda aguardam recursos para saírem do papel.
Priorizar obras, como a reconstrução de pontes e estradas, é o que a cidade precisa para voltar à rotina. A Defesa Civil ainda não conseguiu mensurar o tamanho dos estragos. A região dos distritos rurais da zona sul foi a mais atingida e em algumas áreas a Defesa Civil ainda não havia chegado. O Patrimônio Regina continua isolado. O acesso a Guairacá é feito por estradas alternativas e em São Luiz, os moradores têm dificuldade de trafegar.
O prefeito Alexandre Kireeff decretou situação de emergência na quarta-feira. "A situação de emergência vai nos dar tranquilidade para trazer a cidade à normalidade. As secretarias farão os levantamentos do que deve ser reconstruído e onde buscarão verbas", afirma Carmo.
O relatório da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil aponta que, em Londrina, 1.795 foram afetadas, 50 estão desalojadas e outras 50 desabrigadas. São 337 casas danificadas. Os prejuízos segundo levantamento preliminar, somam cerca de R$ 36 milhões, mas podem chegar a R$ 50 milhões. Dezenove pontes e 400 quilômetros de estradas rurais ficaram comprometidos. "Numa cidade como Londrina, em que os distritos ficam muito longe da sede, não conseguimos mensurar a necessidade de prevenção lá", diz.(A.M.P.)





