O segredo para retardar a morte
O médico Renato Veras, diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e que participou, como palestrante, de um workshop sobre envelhecimento promovido pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), alerta que o aumento das doenças crônicas compromete também o envelhecimento autonônomo e saudável. ''A qualidade de vida na terceira idade é o resultado de tudo o que fizemos ao longo do tempo'', enfatiza.
Para ele, o caminho para enfrentar o problema está nos programas de promoção e prevenção de saúde e de gerenciamento de doenças crônicas. ''Isso pode trazer a compressão da morbidade, ou seja, postergar o máximo possível a morte, retardando a evolução das doenças a fim de levar a vida para o limiar mais próximo possível do limite máximo da existência da espécie humana''.
Veras também defende que o indivíduo que não segue os preceitos estabelecidos como adequados e não leva uma vida definida como saudável, individualmente, está abrindo mão da possibilidade de viver mais, e de forma consciente está optando em reduzir anos de sua vida. ''A expectativa de vida do brasileiro, hoje, é de 73 anos, em média, mas o limite biológico dos humanos é de 105 anos'', compara. (C.A.)





