O primeiro gole foi de cerveja
O primeiro contato de Paulo (nome fictício), de 16 anos, com bebida alcoólica foi ainda criança, dentro de casa. ''Quando meu pai não estava olhando, tomava um gole de cerveja escondido do copo dele. Tinha curiosidade para saber que gosto tinha, já que todo mundo bebia'', diz. Segundo ele, o pai nunca teve problemas com álcool, bebia apenas socialmente ou em alguma celebração. ''Também via sempre as propagandas na televisão com pessoas bebendo tranquilamente e falando que era gostoso.''
Apesar do contato inicial, ele não se tornou dependente do álcool. ''Não bebo mais porque não gosto mesmo. Porque se eu quisesse, seria muito fácil; consigo comprar em qualquer lugar'', admite. Mas a curiosidade não o impediu de usar maconha e cocaína. ''Comecei a fumar com 12 anos, na escola e, depois, a cheirar. Mas não uso mais cocaína'', garante ele, que há pouco mais de um ano recebe acompanhamento do Caps AD. Desde então, consegue controlar o uso, que era diário e várias vezes por dia. ''Fumo (maconha) de vez em quando somente.''
Tentando resgatar o tempo perdido, pois reprovou várias vezes na escola, Paulo diz que a ociosidade dos jovens, muita oferta e fácil acesso às drogas atrapalham quem está na mesma situação. ''Enquanto não consigo trabalho como menor aprendiz, venho aqui no projeto para ter alguma ocupação'', diz o rapaz. (M.T.)





