A atual gestão da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) foi bastante elogiada durante o encontro. O diretor-presidente da unidade, Luiz Henrique Dividino, veio a Londrina acompanhar o evento. "A gente bate quando tem que bater, e elogia quando tem que elogiar. A gestão atual está deixando o Porto de Paranaguá mais eficiente", apontou o representante da Fiep, João Arthur Mohr.
Ele elogiou algumas ideias e projetos para o terminal, como os novos corredores de exportação com pier em forma de "T" e "F" e um acréscimo de shiploaders (carregadores de navios) que, dentro de um ano, devem aumentar em 33% a capacidade de movimentação. E cobrou a oferta de mais áreas de contêineres para produtos da agroindústria paranaense.
Mohr também apontou necessidade de alterações da poligonal para instalar os portos de Pontal do Paraná ("que seria também um ponto de apoio para o pré-sal") e Embocuí-Emboguaçú. "Também precisamos destravar os processos do governo federal no TCU (Tribunal de Contas da União) para que ocorram investimentos", disse.
Nilson Hanke Camargo, assessor da Faep, afirmou que a atual gestão do porto representa uma mudança "da água para o vinho" em relação à anterior. "70% a 75% da movimentação do Porto de Paranaguá é do agronegócio paranaense e brasileiro", relatou. Camargo apontou as obras prioritárias defendidas pelo agronegócio: acesso marítimo para navios de maior capacidade, melhoria do acesso rodoviário, "mais quatro ou cinco" cais de atracação, maior produtividade e atualização de equipamentos.
Em relação ao Porto de Antonina, o assessor defendeu melhorias nos acessos marítimo e rodoviário. "Hoje, (os caminhões) têm que passar pelos centros de Morretes e Antonina", argumentou o assessor.
O prefeito Alexandre Kireeff questionou se não há risco de ociosidade do Porto de Paranaguá devido às soluções logísticas que estão sendo oferecidas no Norte do Brasil. Nilson Camargo afirmou que o estudo de uma consultoria apontou que não. "O que reivindicamos é a ampliação de tudo no porto. Se daqui a 15 anos não exportarmos mais tantos grãos, o que tiver sido investido vai servir para alguma outra coisa", argumentou.
Já coordenador do curso de Logística da UniFil, Pedro Antônio Semprebom, defendeu a implantação de retroáreas no interior, como o terminal da Seara recém-inaugurado em Marialva. "Essas unidades são muito importantes para não abarrotar o porto em época de chuva", avaliou. (F.G. e N.B.)

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