Aperto no peito, mal-estar, ansiedade e uma sensação paralisante que não tem explicação racional. Quase todo mundo já experimentou, em algum momento da vida, sentimentos como estes. Característicos da angústia, eles são normais em situações de tristeza ou preocupação, mas, em exagero, podem desencadear doenças como depressão, síndrome do pânico, transtorno de ansiedade e drogadição, entre outros exemplos.

Especialistas ouvidos pela FOLHA alertam que a angústia e suas consequências relacionam-se, em muitos casos, com o estilo de vida do mundo contemporâneo. Baixa tolerância a frustrações, incapacidade de lidar com as adversidades, o consumismo que substitui relações afetivas e a pressão social pela perfeição são alguns dos motivos que levam as pessoas a desenvolverem esses males.

Essa é a realidade de Julia (nome fictício), 30 anos, e Elizabeth, 42, pacientes do Centro de Apoio Psicossocial 3 (Caps 3) de Londrina. Por motivos diferentes, elas convivem há anos com a depressão que, entre idas e vindas, mantém o fantasma da angústia por perto e limita a vida.

A médica-psiquiátrica Maria Angélica Gambarini, que atende no Caps 3, relata que muitos pacientes angustiados queixam-se de um estado de ansiedade extrema acompanhado de falta de ar e dor no peito. ''É paralisante. A pessoa não consegue fazer nada.''


Leia a reportagem completa de Carolina Avansini em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

Leia Também:

- 'Tenho pressa para dormir, mas nem tanta para acordar' - ''São pessoas mais frágeis, que sofrem quando tem de sair de um ambiente protegido para retomar a vida'', diz.

- Excesso de trabalho causa síndrome do pânico - ''Não consigo manter uma rotina de descanso e lazer'', lamenta a funcionária pública municipal Márcia (nome fictício).

mockup