'O DOLEIRO DO PARANÁ' - Doleiro completa um mês na carceragem da PF
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sábado, 19 de abril de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
O doleiro Alberto Youssef, chamado de "Beto" pelas pessoas mais próximas, completou na última quinta-feira um mês preso na carceragem da superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele é considerado pivô de um esquema de lavagem de dinheiro investigado pela PF através da Operação Lava Jato. E, segundo sua defesa, nenhuma medida judicial deve ser tomada enquanto a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) não apresentar denúncia sobre o caso.
Youssef, contudo, já foi indiciado, no último dia 16, junto com outras 45 pessoas. O doleiro foi indiciado por organização criminosa, operar instituição de câmbio sem autorização, falsa identidade em contrato de câmbio, evasão de divisas, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Não é a primeira vez que Youssef fica preso. Entre 2 de novembro de 2003 e 19 de fevereiro de 2004 o motivo da prisão era o caso Banestado, que também foi parar nas mãos do juiz federal que hoje atua na Lava Jato, Sérgio Moro. À época ele foi preso preventivamente por remessa ilegal de valores ao exterior por meio de contas CC-5 (criadas para permitir transferências legais para o exterior). Doleiros de todo o País abriam contas em nome de laranjas no extinto Banco do Estado do Paraná, o Banestado.
Aos 46 anos, casado e com três filhas, Youssef era defendido na época do caso Banestado pelo mesmo advogado que hoje atua na Lava Jato. Em quase 15 anos de trabalho em casos envolvendo o doleiro, o advogado Antônio Figueiredo Bastos contou que se recorda de pelo quatro habeas corpus obtidos para seu cliente.
Em dezembro do ano passado, Youssef teve um infarto do miocárdio e ficou com um coágulo embaixo do coração. Na semana passada, o doleiro reclamou de dores no peito e foi removido para o Hospital Cajuru, em Curitiba, para exames médicos que não constataram nenhum problema.


