Números são preocupantes
Segundo estimativas da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (1996) divulgadas na Internet pelo portal drogas.org.br, os custos decorrentes do uso indevido de substâncias psicoativas no Brasil são estimados em 7,9% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano, que equivaleriam a cerca de US$ 28 bilhões. No caso do cigarro, o mesmo portal publica que as patologias relacionadas com o uso de tabaco custaram para o SUS (Sistema Único de Saúde) em 1992 cerca de R$ 900 milhões.
Contudo, o tabaco não é usualmente incluído nas estatísticas sobre dependência química. A assistência especializada no tratamento das drogas ilícitas consome, em contraposição, 0,3% do PIB, acrescenta. Outros números divulgados pela Internet também são assustadores. Entre 1995 e 1997, o uso abusivo e a dependência do álcool e outras drogas custaram, em internações, cerca de R$ 300 milhões.
Levantamentos feitos pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) desde 1987 também impressionam, por tratar da precocidade com que os dependentes brasileiros entram no mundo das drogas e também por revelar o crescimento do uso de drogas pesadas no País. O alvo das pesquisas são os estudantes de 1º e 2º graus e crianças e adolescentes em situação de rua.
O mais recente levantamento é de 1997 e mostra que o percentual de adolescentes que já consumiram drogas (uso na vida) entre os 10 e 12 anos de idade é alto: 51,2% usaram álcool; 11% usaram tabaco; 7,8% solventes; 2% ansiolíticos e 1,8% já usaram anfetamínicos.
Sobre a relação entre as drogas e a violência, o portal drogas.org.br menciona que, no Brasil, pesquisadores do CEBRID analisaram em 1996 mais de 19 mil laudos cadavéricos feitos entre 1986 e 1993 no IML (Instituto Médico-Legal) central de São Paulo e constataram que, de cada 100 corpos que deram entrada vítimas de morte não natural, 95 tinham álcool no sangue.
Outra relação é com o trânsito: Em 1997, pesquisa realizada em Recife, Brasília, Curitiba e Salvador mostrou a alta presença do uso de drogas, especialmente álcool, nas situações de violência no trânsito. A média para as quatro cidades é de 61% de casos de alcoolemia positiva entre as pessoas envolvidas em acidentes.
O portal também apresenta um quadro relacionando as drogas ao trabalho, com base em estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em 1993. O resultado é que, no período, de 10% a 15% dos empregados tinham problema de dependência.
As consequências, segundo o estudo da Fiesp: a dependência é responsável por três vezes mais licenças médicas que outras doenças; aumenta cinco vezes as chances de acidentes de trabalho; está relacionado com 15% a 30% de todos os acidentes no trabalho; é responsável por 50% de absenteísmo e licenças médicas; leva à utilização de oito vezes mais diárias hospitalares; leva a família a utilizar três vezes mais assistência médica e social.





