A rebelião na Penintenciária Central do Estado mostrou que é desproporcional o número de agentes penintenciários nas unidades do Estado. Para o todo o sistema prisional existem 1.320 agentes, que cuidam cerca de 4,5 mil presos. Para o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Carlos Alberto Pacheco, essa desproporção e o sucateamento do sistema fazem parte de uma política estadual para privatizar as prisões.
O governo estadual, por outro lado, considera que a quantidade de agentes é suficiente. Eles trabalham em três turnos, divididos na administração e cuidando dos detentos. Na Penitenciária Central do Estado (PCE), existem 1.371 presos, que são monitorados por 189 agentes em três escalas. Por turno, são 63 agentes dentro da PCE. Cada turno é de 24 horas, com folga de 48 horas.
Mesmo com este cenário, o coordenador do Departamento Penintenciário, Pedro Marcondes, garante que a quantidade de funcionários é suficiente. No entanto, ele mesmo admite que a contratação poderia melhorar o trabalho nas unidades críticas, como a PCE e a Prisão Provisória de Curitiba. ‘‘Se não puder contar com os agentes, não está descartada a possibilidade de terceirização’’, disse o secretário de Segurança Pública, José Tavares.
Para Carlos Alberto Pacheco, o secretário de Segurança quer adotar modelos como Guarapuava, reduzindo ainda mais o número de agentes. Porém, José Tavares diz que essas acusações são injustas. Ele argumentou que as unidades de Londrina e Maringá, que são mais modernas que as da Capital, tem funcionários contratados por concurso. ‘‘O ajuste fiscal é que não me permite realizar novos concursos, por isso está sendo feita a a terceirização’’, disse, referindo-se a unidade de industrial de Guarapuava. (I.R.)

mockup